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quarta-feira, 6 de abril de 2011

CORAÇÃO DE TIGRE

CORAÇÃO DE TIGRE

Aquele tigre na jaula encarcerado
Era entre os animais do zoo
O mais admirado.

Um dia,
Vendo entre a multidão
Uma linda mulher
Que o olhava, olhava,
Sem dele desprender
Os belos olhos negros
Profundos e sem fim,
O tigre pensou assim:

«Se eu tivesse liberdade,
Podia andar esfomeado
Mas não, nunca mataria
Tão linda e bela mulher.
Sofreria a minha fome
Mas daria beleza ao meu olhar
Olhando, olhando sempre para ela.
E como seria grande o meu prazer
Ao segui-la, como um cão que vai à trela.
Matá-la? Não!
Ela é bela demais para morrer.»

E diante da jaula,
A formosa mulher,
Pensava assim:

«Oh! que belo animal!
Que pele! Que maravilha!
Que brilho colorido e sem igual!
Era capaz de matar este animal
Para ficar com a pele só para mim!
                                Amândio Vasconcelos

PARA ALÉM

PARA ALÉM

Minha alma: não temas a ninguém.
Palpitam medos sob a tarde mansa?
Abre as asas do sonho e da esperança
E voa para além, mais para além!

O caminho dos poetas é infinito.
O país do seu espírito? O Universo.
É mais inteiro, quanto mais disperso
Em turbilhões de gritos, o seu grito!

Minha alma: não temas a ninguém.
Bocejam tédios sob a tarde calma?
Abre as asas da fé, oh minha alma,
E voa para além, mas para além!

A presença dos poetas é a distância.
A verdade dos poetas é a miragem.
A paisagem dos poetas é a paisagem
De mil abismos a florir em ânsia!

Minha alma: não temas a ninguém.
Desdobra-se a planície à tua volta?
Abre as asas do amor e voa à solta
Para além, cada vez mais para além!

O coração dos poetas não tem fundo.
Deita-se amor e pede mais amor;
Deita-se dor a gasta a própria dor;
Deita-se o mundo e não lhe chega o mundo!
                                                  Amândio Vasconcelos

terça-feira, 22 de março de 2011

MARÇO

Maria Lourdes dos Anjos
Fernanda Cardoso



Amândio Vasconcelos

Teresa Gonçalves




Artur Santos
João Pessanha
Maria Antónia Ribeiro
Ana Almeida Santos
Pintor José González Collado
Carlos Andrade e Fernando Morais

sábado, 19 de março de 2011

19 de Março de 2011

Manoel do Marco

Constância Néry

Domingos da Mota e Miguel Leitão
Eduardo Roseira
Eduardo Roseira e Constância Nery



João Pessanha (à esq.)






Carlos Andrade e Fernando Morais
À esq. os irmãos Silvestre Bastos e António Bastos, ao lado Domingos da Mota,
Miguel Leitão, ao fundo Manuel do Marco
Fernanda Cardoso, Carlos Andrade na viola, Fernando Morais,
Lourdes dos Anjos, Lourdes Martins

Eduardo Roseira (nas escadas) a recitar "Canção do Zé de Gaia"

Silvino Figueiredo ao lado do pintor Collado
Lourdes dos Anjos a recetar os "Pregões"


Fernanda Cardoso

Lourdes Martins
Leonor Reis
Amândio Vasconcelos
Carlos Andrade
Manuel do Marco
Teresa Gonçalves
Silvino Figueiredo

Artur Santos

João Pessanha
Fernando Morais
Maria Antónia Ribeiro
Maria Augusta Neves
Ana Almeida Santos
José González Collado