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quarta-feira, 30 de maio de 2012

QUANDO VIER A PRIMAVERA

QUANDO VIER A PRIMAVERA

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.

Se soubesse que amanhã morria
E a primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

Alberto Caeiro (7-11-1915)
lido por Ana Pamplona

quinta-feira, 24 de maio de 2012

EU AMO

EU AMO

Eu amo o teu gravador de chamadas
Ela não me abandona
e repete vezes sem conta
a tua voz.


Pedro Mexia
in “Menos por Menos”
lido por Ana Pamplona

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Poesia na Galeria

 César Carvalho
 César Carvalho
 Ana Pamplona
 Ana Pamplona
 Aurora Gaia
 Aurora Gaia
 Libânia Madureira
 Libânia Madureira
 Bernardete Costa
Bernardete Costa


quinta-feira, 26 de abril de 2012

"Poesia na Galeria" apresentação da Colectânea Galeria Vieira Portuense




 Luís Pedro Viana e João Pessanha
 Fernanda Cardoso



 Eduardo Roseira
 Lourdes dos Anjos
 Lourdes dos Anjos
 Fernanda Cardoso
 Luís Pedro Viana

 Alzira Santos
 Alzira Santos
 Ana Pamplona
 Ana Pamplona
 Fernanda Garcias
Fernanda Garcias
 Kim Berlusa
 Kim Berlusa
 Eduardo Roseira
 Eduardo Roseira









quarta-feira, 4 de abril de 2012

ESTA NOITE NÃO


ESTA NOITE NÃO

Ela disse que eu não podia ir com ela
para o seu apartamento, porque
tinha de estudar para um teste. E
que eu não conseguia ajudá-la,
porque eu não era bom a matemática.
A única coisa que eu era bom era
a tirar-lhe as roupas, mas
isso ela já sabia fazer.
 

(Poemas de Hal Sirowitz,
traduzidos por José Luís Peixoto)
lido por Ana Pamplona

sexta-feira, 30 de março de 2012

FALA

FALA

Fala a sério e fala no gozo
fá-la p’la calada e fala claro
fala deveras saboroso
fala barato e fala caro

Fala ao ouvido fala ao coração
falinhas mansas ou palavrão

Fala à miúda mas fá-la bem
Fala ao teu pai mas ouve a tua mãe

Fala franciú fala béu-béu

Fala fininho e fala grosso
desentulha a garganta levanta o pescoço

Fala como se fala fosse andar
fala com elegância muita e devagar.
 

Alexandre O’neill
lido por Ana Pamplona

quinta-feira, 22 de março de 2012

Poesia Na Galeria Março




 Lourdes dos Anjos

 Fernanda das Neves
 Lourdes dos Anjos
 Alzira Santos
 Alzira Santos
 Ana Pamplona
 Ana Pamplona

 Maria de Fátima Martins
 Maria de Fátima Martins
 Maria Antónia Ribeiro
Maria Antónia Ribeiro
 Fernanda Cardoso
 Fernanda Cardoso
 Fernanda Cardoso
 Fernando Morais
Fernando Morais
João Pessanha
João Pessanha
Fernanda Garcias
Fernanda Garcias