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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Lourdes dos Anjos, Luz Morais, Cassio Mello, Artur santos e Danyel Guerra
Sílvia Soares, artista plástica, poetisa, galerista

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

MOMENTO

Isabel Alfarrobinha


MOMENTO

Neste silêncio de gaivotas feridas,
penso o teu rosto vestido de amores,
em Verões escaldantes
da nossa infância acostada
a cais de navios ausentes!
Eram longos os estios,
os pés enterravam-se nas veigas,
brotando uma frescura que acalmava
corpos e ancestrais nogueiras!
À tardinha esgotados,
baloiçávamos na vontade de partir!
O ruído das cigarras cantadeiras
ensurdecia os ouvidos,
os campos em delírio,
ofereciam trigo maduro
molhado em compota de maçã!
Tudo ficava retido
em momentos únicos
de serões prolongados
que eram contados e recontados
por todos nós!
À noite as camas de ferro,
cobertas com liteiros de trapo,
apagavam os cansaços,
tudo ficava calado,
e por fim calmamente, adormecia!

Maria Olinda Sol
Recitado por Artur Santos

sábado, 13 de novembro de 2010

Mário Franco, Carla Ribeiro, Carlos Andrade, Lourdes dos Anjos, Luz Morais, Cassio Mello,Artur Santos
Carla Ribeiro, Carlos Andrade, Lourdes dos Anjos e Luz Morais
Carlos Andrade

Lourdes dos Anjos, Luz Morais, Cassio Mello, Artur Santos, Danyel Guerra
Luz Morais, Cassio Mello, Artur Santos, Danyel Guerra
Lourdes dos Anjos, Luz Morais, Cassio Mello, Artur Santos, Danyel Guerra, Constância Nery
à esquerda o pintor Pedro Charters d'Azevedo com a sua esposa
Lourdes dos Anjos declama
Lourdes dos Anjos
Lourdes dos Anjos

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

SONETO A CAMÕES de Augusto Frederico Schmidt por Artur Santos

SONETO A CAMÕES


Augusto Frederico Schmidt

As tuas mágoas de amor, teus sentimentos
Diante das leis que regem nossas vidas,
Desses fados que dão e logo tiram,
E a que estamos escravos e sujeitos.

As tuas dores de amar sem ser amado,
De procurar um bem que não se alcança,
E no canto clamar desesperado
Pelo que nunca quando se busca.

Poeta de enamoradas impossíveis
E que num negro amor desalteraste
Essa sede de amar dura e terrível,

As tuas mágoas de amor, tuas fundas queixas,
Como uma fonte ficarão chorando
Dentro da língua que tornaste eterna.