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terça-feira, 23 de outubro de 2012

POESIA NA GALERIA



 Cristina Maya posa com a obra de Ariosto Madureira
 Cristina Maya a sorteada da sessão

 Paulina Sousa
 Paulina Sousa
 Cristina Maya Caetano
 Cristina Maya Caetano
 Lourdes dos Anjos
 Lourdes dos Anjos
 Alzira Santos
 Alzira Santos
 Irene Costa
 Irene Costa
 Silvino Figueiredo
 Silvino Figueiredo
 José Oliveira Ribeiro
 José Oliveira Ribeiro
 Angelino Silva
 Angelino Silva
 Eduardo Leal
 Eduardo Leal
 Armando Paraty
Armando Paraty

quarta-feira, 25 de julho de 2012

AQUI E ALI


AQUI E ALI

Aqui estou,
Mas ali,
Pareço estar também.
Não! Tal impossível é,
Se aqui fiquei,
E daqui não saí.
E se afinal,
Um só corpo tenho!
E se o meu corpo,
Crescer, crescer,
Em dois se tornar,
E em toda a parte ficar?
Como tal ser pode?
Com toda a intensidade,
Alma feminina minha,
Vibrações masculinas outras,
Em todos as dimensões estou,
Aqui! Ali!
Para cima falando,
Para baixo andando,
Para os lados voando,
Com a divina bênção,
Em todo o lado estou!
Mesmo em confusas situações,
Para todo o sempre,
Nesta vida,
Vidas outras,
Dimensões várias,
Tudo e nada me pertence.
Oh, corpo meu,
Que formas sempre varias.
Alma minha,
Que a mesma sempre és,
Como evoluir sempre vais,
De vários conhecimentos,
Impregnada num todo formado,
Expandida, forte e iluminada,
Este mundo invades.
Na planetária massa contribuindo,
Em diferentes meios e modos,
Aqui! Ali!
Ao passo de uma consciência universal,
Tudo és!
Tal como eletrões e protões vários,
Células unidas,
Corpos, formas fazem.
Do mesmo transplantário material,
Consciência do corpo,
Bem me trato,
Evolui pois alma minha,
A mim própria transcendendo,
Muito mais sou eu,
Do que algum dia pensava.
Para além do que cremos,
Todos, muito mais somos,
Do que vemos, para além,
Infinitamente.

Cristina Maya Caetano

terça-feira, 29 de maio de 2012

DOCE SENSAÇÃO SEM TEMPO


DOCE SENSAÇÃO SEM TEMPO

Do quarto meu,
Levemente,
Para o mundo transportada sinto.
Sem contabilizado tempo,
Uma hora, três horas,
Mesmo um segundo, ser parece.
Que sensação esta será,
Que nada ser é,
Se tudo parado está,
E lá fora,
Onde não estou,
A vida... essa;
Se agita,
Se vive!


Dentro de mim,
Afinal, mesmo eu estou,
Estranha e nova sensação é,
Que mal explicar consigo,
Tão subtil sentimento é.
E sem por ela contar dar,
Indescritível paz,
Por mim desce,
Harmonia acompanha-me.
Por toda a minha coluna passeia,
Se acumula e intensifica,
E o amor expande-se,
Muito para além de mim.


No corpo meu,
Tocar não consigo,
Cada orgãozinho,
Longe do lugar,
Onde estou sinto.
Os olhos, nos olhos não estão,
Ouvidos, nos ouvidos não estão,
Boca, na boca não está,
Vejo, ouço e falo,
E mim, dentro e fora,
Que doce sensação será?
Para mortais tantos desconhecida,
Precisamente aí,
A questão está,
Imortais todos somos,
Almas todas tocamos.


Nessa consciência,
Nada acumular interessa.
Liberdade,
Respeito apenas,
E aí, a calma surge,
E nunca mais,
Nada igual,
É, foi, será!


Cristina Maya Caetano

quinta-feira, 24 de maio de 2012

PACIÊNCIA

PACIÊNCIA

Oh, que demora,
Oh, como aquilo,
Tão ardentemente eu desejo.
Como acontecer, não acontece!
Que fazer, devo?
Se esperar,
Minha capacidade ultrapassa,
Oh paciência,
Tu, que mais forte do que eu, és,
Que fazer, devo?

Longa, a marcha humana é,
Lentamente renascendo e vivendo,
Consciência mesmo ter preciso,
Sem nada prever, apenas possível o futuro tornar,
Desejo de gratificação instantânea esquecer devo,
Mesmo que vagarosa a descoberta de mim mesma ser.
O caminho, para modificações mais profundas restringe-se,
Devagar, outros estados de consciência provocam,
Alimentos de uma continua espiral,
Mesmo de acordo com o que o meu sistema aceita.
E quanto, às deficiências minhas,
Sem de um dia para o outro desaparecerem,
Outras visões mostram,
E então a mão à palmatória dou.

Oh, paciência.
Ensinas-me com os meus problemas não resolvidos viver;
Quais os meus desejos não identificados são, perceber;
E sem resposta, quais as minhas questões são.
Tudo isto, paciência,
A renunciar às gratificações instantâneas, incitou-me,
De gestos impulsivos, não fazer,
De cometer enganos, impediu-me,
Fazer coisas que não estou preparada, forçar evitou.
Obrigada pois, paciência,
Por das forças mais discretas e poderosas do universo seres!

Cristina Maya Caetano

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Sessão de Poesia 19 de Maio

 Miguel Leitão
 Miguel Leitão
 Fernando Morais
Fernando Morais
Alberto e Joana d'Assumpção
Teresa Gonçalves
Teresa Gonçalves

Maria de Lourdes Martins
Maria de Lourdes Martins
Silvino Figueiredo
Silvino Figueiredo
Cristina Maya Caetano
Cristina Maya Caetano
Alzira Santos
Alzira Santos
Luís Pedro Viana
Luís Pedro Viana
 Armando Paraty
 Armando Paraty
 Virgílio Liquito

 Virgílio Liquito
 Maria Lourdes dos Anjos
Maria Lourdes dos Anjos