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sábado, 23 de julho de 2011

A FERIDA


A FERIDA

Real, real, porque me abandonaste?
E, no entanto, às vezes bem preciso
de entregar nas tuas mãos o meu espírito
e que, por um momento, baste

que seja feita a tua vontade
para tudo de novo ter sentido,
não digo a vida, mas ao menos o vivido,
nomes e coisas, livre arbítrio, causalidade.

Oh, juntar os pedaços de todos os livros
e desimaginar o mundo, descriá-lo,
amarrado ao mastro mais altivo
do passado! Mas onde encontrar um passado?

Manuel António Pina
in “Os Livros”
lido por Leonor Reis

quinta-feira, 21 de julho de 2011

METADE

METADE

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca

Porque metade de mim é o que grito
Mas a outra metade é o silêncio

Que a música que ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza

Que a mulher que eu amo
Seja para sempre amada
Mesmo que distante

Porque a metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
Nem repetidas com fervor

Apenas respeitadas
Como a única coisa
Que resta a um homem
Inundado de sentimentos

Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma
E na paz que eu mereço

E que essa tensão
Que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada

Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável

Que o espelho reflicta
Em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância

Porque metade de mim
É a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei

Que não seja preciso
Mais do que uma simples alegria
Para me fazer aquietar o espírito

E que o teu silêncio
Me fale cada vez mais

Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba

E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade
Para fazê-lo florescer

Porque metade de mim é plateia
E a outra metade é canção

E que a minha loucura
Seja perdoada

Porque metade de mim
É amor

E a outra metade
Também

Ferreira Gullar
80 anos
Prémios Camões 2010
lido por Leonor Reis e Lourdes dos Anjos

terça-feira, 19 de julho de 2011

Poesia, 19 Julho 2011

 Miguel Leitão a declamar um poema de Manuel António Pina
 Miguel Leitão
 Fernanda Cardoso
 Fernanda Cardoso


 Fernanda Cardoso
 Fernanda Cardoso
 Leonor Reis
 Leonor Reis

 Lourdes dos Anjos
Leonor Reis
  Leonor Reis e Lourdes dos Anjos declamaram juntas um poema

Danyel Guerra

quarta-feira, 1 de junho de 2011

NA RUA


NA RUA

Ninguém por certo adivinha
como essa Desconhecida,
entre estes braços prendida,
jurava ser toda minha.

Minha sempre! – E em voz baixinha:
- “Tua ainda além da vida!...”
Hoje fita-me, esquecida
do grande amor que me tinha.

Juramos ser imortal
esse amor estranho e louco…
E o grande amor, afinal,

(Com que desprezo me lembro!)
foi morrendo pouco a pouco,
- como uma tarde em Setembro…

Manuel Laranjeira
lido por Leonor Reis

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Leonor Reis



Poesia na Galeria

Agostinho Costa introduz a sessão de poesia fazendo menção a Manuel António Pina
Armando Paraty, Kim Berlusa, Hêrnani Macedo, Irene Costa
Agostinho Costa com Eduardo Roseira a seu lado

Ana Maria, Leonor Reis, Lourdes dos Anjos, Lourdes Martins
 Hernâni Macedo e Irene Costa



Fernando Morais, Fernanda Cardoso e Manoel do Marco
ao fundo os poetas Maria Olinda Sol, Teresa Gonçalves e Miguel Leitão

Poesia na Galeria 21-05-11

 Fernando Morais, de costas, e a sua esposa, à frente, Emília Costa e
Kim Berlusa com a esposa na mesa da direita.
 Kim Berlusa a escrever um poema
 Ao fundo, Manoel do Marco, Leonor Reis e marido,
na outra mesa Emília Costa, Fernando Morais e esposa
 Eduardo Roseira a declamar
 Lourdes dos Anjos e Kim Berlusa
 Emília Costa, Eduardo Roseira, Lourdes dos Anjos
e Fernando Morais
 Emília Costa, Eduardo Roseira, Manoel do Marco, Leonor Reis,
Lourdes dos Anjos e Fernando Morais e esposa
 Teresa Gonçalves e Eduardo Roseira
 Lourdes Martins e Miguel Leitão
Antonieta Silva, Teresa Gonçalves e Eduardo Roseira

Miguel Leitão e  Agostinho Costa

terça-feira, 26 de abril de 2011

AO REDOR DO TOURO


Eduardo Roseira e ao fundo vê-se os pintores Luís Nogueira e
Giselle Dumont Reis


Fernanda Cardoso e a seu lado Carlos Andrade e a sua viola
Fernanda Cardoso
Fernanda Cardoso e Carlos Andrade
Fernanda Cardoso e Eduardo Roseira

Leonor Reis
Leonor Reis
Leonor Reis
Leonor Reis
Leonor Reis
Miguel Ângelo
Miguel Ângelo
Miguel Ângelo
Miguel Ângelo
Emília Costa e Carlos Andrade
Emília Costa