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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

COMPLETAS


COMPLETAS
 

A meu favor tenho o teu olhar
testemunhando por mim
perante juízes terríveis:
a morte, os amigos, os inimigos.

E aqueles que me assaltam
à noite na solidão do quarto
refugiam-se em fundos sítios dentro de mim
quando de manhã o teu olhar ilumina o quarto.

Protege-me com ele, com o teu olhar,
dos demónios da noite e das aflições do dia,
fala em voz alta, não deixes que adormeça,
afasta de mim o pecado da infelicidade.


Manuel António Pina
in “Algo Parecido Com Isto, da Mesma Substância”
lido por Maria Antónia Ribeiro

terça-feira, 23 de outubro de 2012

POESIA NA GALERIA, 20 de Outubro

 
 
 
 
 
 
 
 
 Aurora Gaia
 Aurora Gaia
 Maria Celeste Dias
 Maria Celeste Dias
 Miguel Leitão
 Miguel Leitão
 Kim Berlusa
 Kim Berlusa
 Maria Antónia Ribeiro
 Maria Antónia Ribeiro
 Manoel do Marco
 Manoel do Marco
 Luís Pedro Viana
 Luísa Pedro Viana
 Ana Maria Roseira
 Ana Maria Roseira
 César Carvalho
 César Carvalho
 Fernanda Garcias
 Fernanda Garcias
 
António Cardoso
 António Cardoso
 Ilda Regalado
 Ilda Regalado

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Monumento

Monumento 
Puseram a bandeira a meia haste
E decretaram luto na cidade
Responsos, coroas, círios – qt. baste
Para iludir a eternidade. 
Teve o nome nas ruas, em monumentos:
“Nasceu – morreu – tantos de tal – poeta”
Houve discursos graves, longos, lentes…
 - Venham todos os ventos do Planeta! 
Rasguem bandeiras, seguem flores; no céu
Se percam orações, paters e glórias
(Tudo isso é dor que não lhe pertenceu!);
Destruam as estátuas e as memórias;
Que os discursos inúteis vão dispersos… 
 - A homenagem a um Poeta que morreu
É decorar-lhe os versos!
Maria Antónia Ribeiro

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Sessão de Poesia


 João Pessanha
 João Pessanha
 Maria Teresa Nicho
 Maria Teresa Nicho
 Maria Antónia Ribeiro
 Maria Antónia Ribeiro
 Manoel do Marco
 Manoel do Marco
 Luís Pedro Viana
 Luís Pedro Viana
 Maria de Lourdes Martins
Maria de Lourdes Martins

quarta-feira, 4 de abril de 2012

NAVIO NAUFRAGADO

NAVIO NAUFRAGADO

Vinha dum mundo
Sonoro, nítido e denso
E agora o mar o guarda no seu fundo
Silencioso e suspenso.

É um esqueleto branco o capitão,
Branco como as areias,
Tem duas conchas na mão
Tem algas em vez de veias
E uma medusa em vez de coração.

Em ser redor as grutas de mil cores
Tomam formas incertas quase ausentes
E a cor das águas toma a cor das flores
E os animais são mudos, transparentes

E os corpos espalhados nas areias
Tremem à passagem das sereias,
As sereias leves de cabelos roxos
Que têm olhos vagos e ausentes
E verdes como os olhos dos videntes.
 

Sofia
lido por Maria Antónia Ribeiro

sexta-feira, 30 de março de 2012

PORTUGAL ACTUAL


PORTUGAL ACTUAL

Neste momento
Ser português é
Sentir saudade
Dum país
Que já não o é.
Não existe
O Portugal
Que conheci,
Estudei
E que me habituei
A respeitar
E a amar!
Para onde vais, meu país?
Estás sombrio.
Trazes nos olhos tristes
A tristeza dum Rei
Que não voltou.
Onde está
O Portugal das
Descobertas?
Do Infante!
Do Gama!
Do Cabral!
Do Camões!
O meu País
Não é este
O dos “compadrios”
O dos “desvios”
O da pouca “Portugalidade”
Navegas, agora Portugal,
Por “mares” de corrupção
Em “caravelas”
De mentiras e de fraudes.
Volta atrás, peço-te,
Para que te possa
Amar
E abraçar novamente
E como sempre,
Com muita, muita
Emoção!


Maria Antónia Ribeiro
in “Emoções”