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terça-feira, 22 de março de 2011

NOSTALGIA PELOS RABELOS

NOSTALGIA PELOS RABELOS

Entre montanhas de xisto
Em vinhedos transformadas,
Desliza suave o Douro,
Como cobra coleante,
Em paisagens encantadas.
Vão de velas desfraldadas
Os elegantes rabelos,
Rio abaixo até ao Porto
Levando o néctar divino.
Como era tão belo vê-los!
Estas imagens de sonho
Há muito que nos deixaram.
Ficou-nos a nostalgia
De beleza indescritível
Que aos outros tanto encantaram.
Já não levam vinho “fino”
Transportam, hoje, turistas.
Apesar desta mudança
São um bonito postal
Pros olhos de todo o mundo
Deste País, Portugal!

Maria Antónia Ribeiro

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

CASA DA RASTEIRA É A SOMBRA

Pedro Charters d'Azevedo
CASA DA RASTEIRA É A SOMBRA

Nasceu e cresceu rasteira
Posição horizontal
A tentativa primeira
Foi um fiasco total
A árvore que a encantou
Permaneceu afastada
Ao seu corpo se agarrou
Sonhando ser respeitada
Mas o forte tronco astuto
Orgulhoso se ergueu
Seus galhos, folhas e frutos,
Lhes deram sinal de adeus.
Crescia triste e rasteira
Quando, para seu espanto,
Sorriu-lhe o botão à beira
Fugiu feliz do seu canto.
Foi crescendo orgulhosa
Pisando folhas e espinhos
Até sentir-se formosa
Para o encanto do vizinho.
O simples botão trigueiro
Deu-lhe amparo, carinho
Entregou-se por inteiro
Abrigou-a no seu ninho.
Ela engordava e crescia
Manhosa, engolia tudo
E com tanta cortesia
Cuidou do seu conteúdo.
Brilhava agora a rasteira
Conquistando multidões
No tronco de uma roseira
Colheu muitos corações.
Sempre maldosa e matreira
Entregou seu novo amigo
À dor, à mágoa e a tristeza
Roubou seu próprio abrigo.
Chorou o chão que a acolheu
O mesmo chão que a criou
Sorvendo o forte veneno
Percebendo o desamor.
Em resposta e com descaso
A rameira gargalhou
Não sabias por acaso
Que cobra fui e cobra sou…

Constância Nery
lido por Maria Antónia Ribeiro

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

PERDÃO

José González Collado
PERDÃO

Senhor, ao ver-te aí,
Diante de mim,
Pregado na madeira
Nesse calvário
Feito pelos homens,
Pergunto-me
Terá valido a pena
O sofrimento
Para a redenção
Disseste tu,
Do mundo inteiro?
Sempre que olho
Os teus olhos tristes
Reflectindo sem dúvida
Tanta dor,
Peço perdão
Por mim,
E tantos outros
Que se não apercebem
E passam indiferentes
A esta magnifica
Lição de amor!

Maria Antónia Ribeiro

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

AMOR INCONDICIONAL

Carlos Godinho
AMOR INCONDICIONAL

Amo incondicional
É como sol que aquece
O corpo e a alma.
Dá vida e esplendor
Sem nada pedir em troca.
É como chuva benéfica
Que permite a seiva às plantas
Para que cresçam,
Se transformem
Em flores, frutos e pão,
Sem nada em troca pedir.
É como jardim florido
Que oferece inequivocamente
Beleza e alegria
Ao triste olhar daqueles
Que precisam de ver a vida
Mais colorida.
É como luar benfazejo
Que ilumina a noite escura.
Dá brilho às sombras
Inebria os espíritos,
Inspira poetas
Ao aspergir luz
Sem nada receber!

lido por Constância Nery
Mª Antónia Ribeiro
in “Inquietudes”

domingo, 23 de janeiro de 2011

15 de Janeiro de 2011

Augusto Nunes declama com Jorge Vieira a seu lado
Pilar Veiga declama um poema de Jorge Vieira


Pilar Veiga, a seu lado Jorge Vieira, e atrás Miguel Leitão
e Cristina Pessoa
Miguel Leitão a declamar um dos seus poemas

Lourdes dos Anjos declama entusiasticamente
Maria Antónia Ribeiro a declamar
Silvino Figueiredo "O Fisgas de Saint de lá Buraque"
Eduardo Rosei a encenar o poema "Todos os Homens são maricas quando
estão com gripe" de António Lobo Antunes
Eduardo Roseira, João Pessanha e Jorge Vieira
A garra de Lourdes dos Anjos

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

POESIA NA GALERIA, na exposição de pintura de Nunes Amaral


obra oferecido por Nunes Amaral para o sorteio entre os poetas
Dr. Agostinho Costa entrega a obra à sorteada Pilar Veiga
Fernanda Cardoso
João Pessanha declama sob o olhar de Eduardo Roseira e Fernando Morais
Fernanda Cardoso
Lourdes dos Anjos declama
Loudes dos Anjos
Lourdes dos Anjos e Constância Nery

Eduardo Roseira
Eduardo Roseira, Jorge Vieira e Fernando Morais
Maria Luísa Mendonça e Jorge Vieira
Pilar Veiga declama uma poesia de Maria Antónia Ribeiro

Fernando Morais

Kim Berlusa, Jorge Vieira e Eduardo Roseira
Maria Antónia Ribeiro

Jorge Vieira declama, à sua esquerda Eduardo Roseira, Fernando Morais, Kim Berlusa e esposa,
Cassio Mello, Luz Morais e Constância Nery
Constância Nery declama um poema de Maria Olinda Sol
Kim Berlusa

Maria Antónia Ribeiro e Eduardo Roseira
Maria Antónia Ribeiro, Pilar Veiga e Constância Nery
à direita o pintor Nunes Amaral com Luz Morais;
a pé, Cassio Melo e Jorge Vieira
Eduardo Roseira e Fernando Morais
Eduardo Roseira
Eduardo Roseira com Fernando Morais
Jorge Vieira e Constância Nery

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

PRECE

Constância Nery
PRECE

Enquanto os pássaros
Cantarem e voarem
Em eterna dança
Os campos florirem
As estrelas brilharem
As crianças rirem
Com esfuziante
Alegria
Continuará a existir
Esperança
E poesia

Maria Antónia Ribeiro
in "Inquietudes"
lido por Pilar Veiga

PORTO

Fernando Gomes
PORTO

O Porto das varandas feitas rendas,
O Porto das janelas d’encantar.
O Porto em que o rio é d’oiro quand’o banha,
E é de prata, quando chega ao mar.

O Porto da ribeira medieva,
O Porto das muralhas Fernandinas,
O Porto do Passeio das Cardosas,
O Porto das manhãs com neblinas.

O Porto de Camilo e Júlio Diniz,
O Porto de Garrett e Arnaldo Gama,
O Porto de António Nobre e Augusto Gil,
E tantos outros que lhe deram fama.

O Porto do Imperial e Magestic,
O Porto do ex-Paladium e ex-Rialto
E de outros cafés que já se foram,
Em que as tertúlias tinham ponto alto.

O Porto das cinco pontes majestosas,
Duas delas monumentos mundiais,
O Porto das alminhas da Ribeira,
Onde ainda nos parece ouvir seus ais.

O Porto do Infante D. Henrique,
O nosso grande herói navegador,
O Porto da partida para Ceuta,
O Porto que a ajudou com todo o ardor.

O Porto da bela torre dos Clérigos,
O Porto que deu nome a Portugal,
Mereceu, com toda a dignidade,
Passar a Património Mundial.

Maria Antónia Ribeiro
in "Sentir"