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sexta-feira, 27 de abril de 2012

ENTRE DOIS MUNDOS

ENTRE DOIS MUNDOS

Fados!
Porque não vim ao mundo
Há mais de cem anos?
Já tudo se teria consumado…

Posto assim, aqui ao meio,
Não verei mais
Os que já morreram,
Tão pouco o viverei com os vindouros…
Não sei viver
Com quem me rodeia…

Nascera há mais de cem anos
Ou mais…
Talvez há duzentos…
Teria sido mulher?
Teria sido pintor?
Compositor?
Escultor?
Ou teria sido apenas
O que sou?...

Por outro lado,
Não tendo ainda nascido,
A vir ao mundo
Daqui a vinte anos
Ou mais…
Talvez daqui a cinquenta,
Cem… duzentos anos…
Quem seria eu, então?...
Astronauta?
Guerreiro das estrelas?
Drogado?...
Ou haveria ainda
Poetas e poesia?...

Então… seria Poeta!
- O único Poeta deste mundo?...
Mesmo que assim fosse, sem meta!


Manoel do Marco

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Sessão de Poesia


 João Pessanha
 João Pessanha
 Maria Teresa Nicho
 Maria Teresa Nicho
 Maria Antónia Ribeiro
 Maria Antónia Ribeiro
 Manoel do Marco
 Manoel do Marco
 Luís Pedro Viana
 Luís Pedro Viana
 Maria de Lourdes Martins
Maria de Lourdes Martins

sexta-feira, 30 de março de 2012

MINHA BANDEIRA

MINHA BANDEIRA
- Minha enxerga, minha mortalha

Manto da Pátria, luso cobertor,
De heróis sudário, farda de guerreiros,
Trapo sublime, trapo bicolor,
No sertão enxerga de pioneiros.

Umbela de teus filhos, benfazeja
Luz que nas trevas brilha e se afoita,
Em todo o lusitano olhar lampeja,
Honra dos corações, onde se acoita!

Minha Bandeira, maternal mortalha!
Símbolo nacional – o mais sagrado,
Por vezes escárnio da escumalha;

Se, torpemente, fores ultrajada
Por míseras traições da vil canalha,
Também minha face verás esfarrapada!


MANOEL DO MARCO

quinta-feira, 22 de março de 2012

Poesia na Galeria

 Maria de Lourdes Martins
Maria de Lourdes Martins
 Luís Pedro Viana
 Luís Pedro Viana
Manoel do Marco
 Manoel do Marco

 Irene Lamolinairie
 Irene Lamolinairie
 Ana Maria
Ana Maria
 Alice Macedo Campos
 Alice Macedo Campos
Cristina Maya Caetano
 
Cristina Maya Caetano
 Virgílio Liquito
 Virgílio Liquito
 César Carvalho
César Carvalho
 Eduardo Roseira
Eduardo Roseira
Eduardo Roseira
 Ana Pamplona
 Emília Costa
 Emília Costa

 Irene Costa
Irene Costa
 Fernanda das Neves entrega a obra de sua autoria ao sorteado da Sessão,
Eduardo Roseira

sábado, 17 de março de 2012

PORTUGAL MORREU!

PORTUGAL MORREU!

Mais não direi em verso.
Vou partir.
Outra linguagem tenho que aprender.

Poluiu-se o Universo.
Quem venceu foi o Inferno.

Camões, que pensei eterno,
Acaba de morrer
Com tudo que restava de Alcácer Quibir…

Adeus Tejo, adeus Lisboa!
Adeus praia lusitana…
Partindo, vou à toa,
Perdidos os confins da Taprobana!

Não quero a luz estranha
Dos estranhos amigos
Que à sombra da mesma cruz
Enfrentaram inimigos
Da doutrina de Jesus,
E que agora tanto ofendem
Com as promessas que vendem!

Adeus rouxinóis e outros passarinhos…
Adeus fontes e montes maninhos!
 
Não vou partir…
Não vou morrer…
- O dia que há-de vir
Pior não pode ser!...

Adeus Lua…
Adeus flores…
- Agora até na rua
Se abandonam os amores…

Não soube riscar no papel
Toda a verdade
Da Liberdade…
Tão falsa e cruel…

Acabou-se o meu tormento!
Não vou mais torturar o pensamento
Com rimas e medidas…
- Minhas horas são cumpridas!

E o que me resta, afinal,
Neste velho Portugal?...

- Resta-me o resto
Da língua de Camões
E, de certa maneira,
Mesmo com muitos rasgões,
Sua ditosa Bandeira!
 

Manoel do Marco

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

PEREGRINO

PEREGRINO

Um poeta não bajula,
Não se verga ou tergiversa.
Sempre contra a tirania,
Vaidades não turibula
E, na sorte mais adversa,
Sonha sempre melhor dia.

A dar amora,
Que não mata a fome,
Mas conforta,
Um poeta verdadeiro
Dá a metade da manta
Ao mendigo que tem frio…

- São lágrimas de poetas
Muitas das cheias de um rio!


Pinto Cardoso

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Poesia na Galeria

Maria Augusta Silva Neves
Maria Augusta Silva Nesves
Armando Paraty
Armando Paraty
Ilda Regalado
Ilda Regalado
João Pessanha
João Pessanha
Aurora Gaia
Aurora Gaia
David Cardoso
David Cardoso

 Ana Maria Roseira
  Ana Maria Roseira
 Manoel do Marco
 Manoel do Marco
 Acilda Almeida
 Acilda Almeida
 Carlos Andrade
 Maria Teresa Nicho
 Maria Teresa Nicho
 Eduardo Roseira declama poema de Maria Olinda Sol
 Carlos Andrade
 Beatriz Alves a receber o 1º prémio do sorteio
 Acilda Almeida recebe de Eduardo Roseira o 2º prémio do sorteio