Mostrar mensagens com a etiqueta Virgílio Liquito. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Virgílio Liquito. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

RÉS/ RÉCITA PRIVADA DUM PÚBLICO AMONTOADO


RÉS/ RÉCITA PRIVADA DUM PÚBLICO AMONTOADO 

R/Pública ou Privada: ponto de encontro, das astenias consumidas, afanadas, daquilo que se projecta na culpabilidade assumida. Não se isenta ela, nem que a vaca tussa, por quem não faz, que não pensa, nesta monarquia dissimulada. 

            Podem ser as punhetas, delas se fala, quase solitárias, são o exemplo nunca acabado das miragens voluptuosas que na vida privada, reflectem o cio público. 

            Os poderes políticos atiçam a ignomínia privada. Dão-lhe aflições de desordem pública, acionando os seus cacetes em lombos sobre a dita, dos ditos lhes infligem dores privadas. Entretanto em qualquer ânus privado solfejam as caganeiras assimétricas no público nunca privado. E não escasseiam os Patriarcas, que pensam obrar pela cloaca dos outros, naquilo que é privado, do que é tornado público, por muito que reaja como privado. E o reu, ou ré, já não têm liberdade, pois lhes foram sugado a liberdade de não aceitar serem público o que decidiram ser-lhes útil de preceito privado. E não faltam julgamentos aos réus tornados públicos, entremeados por cabeças privadas contra as liberdades de todos os sentimentos, que não os obrigam a defender a sua privacidade. 

Então a Récita: 

- Que Ré esta, que despejaste na alcova os gritos dum tesão surdo, nem que privado, à luz cinzenta, de tudo que não parece ser público. 

Que Monarquia esta que espia a Ré, a Mãe que nos mostra as tetas quando lhas chupamos, depois de nos tornarmos públicos. 

Que República esta, privada, que nos afana o direito de fuga, do estertor, da gnose que nos entulha. 

Que não nos impede de ser, simplesmente, Republicanos, nesta Monarquia Privada. 

V.L.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

18-08-12 Poesia na Galeria

 Aurora Gaia
 Aurora Gaia
 Idiema
 Idiema
 Eduardo Roseira
 Eduardo Roseira
 Maria Augusta da Silva Neves
 Maria Augusta da Silva Neves
 João Pessanha
 João Pessanha
 Luís Pedro Viana
 Luís Pedro Viana
 Eduardo Leal
 Eduardo Leal
 Silvino Figueiredo
 Silvino Figueiredo
 Virgílio Liquito
Virgílio Liquito

quinta-feira, 21 de junho de 2012

CHOCOLATE

CHOCOLATE

E mais se disse:…, estes quadradinhos de chocolate, os teus pais não os vão lamber e tragar; são para ti, meu amor. Mas haverá o seu tempo, de os lamber e chupar.

“Então porque mos dás, meu maluco?”, disse ela. “Não sabes que já tenho nervo doce, meu amigo?!”, retorquindo. E foi dito: “Sou um rico maluco, contudo não ouvirei o som dos teus Orgasmos; mas promete-me, meu encanto, que no momento das tuas masturbações, diria nas vibrações orgásticas, porta do quarto bem trancada, música aos berros, e saberás então esparramar-te na cama, enquanto chuparás um dos tais quadradinhos de chocolate, meu amor. E será doce, o teu climax!”.



V. L.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

MAR

MAR
Serei mar, serei terra, serei bucolismo, o
emissor pelas gaivotas…

Pois…

Que poema que se sente, que mar esse,
que não terá fundo.
O revolto das tuas águas enfurece, não rugir
ofende,
mas bailar na tua espuma, algum sonho,
também, se acende.

Então…

Que foz te encomendaria, onde todos
os amores te esperassem, nem que
fundos os seus sentimentos, não
afogassem as tuas ansiedades. 

V. L.

Sessão de Poesia na Galeria junho

Amândio Vasconcelos
Amândio Vasconcelos
Maria de Fátima Martins
Maria de Fátima Martins
Miguel Leitão
Miguel Leitão
Alzira Santos
Alzira Santos
Virgílio Liquito
Virgílio Liquito
Luís Pedro Viana
Luís Pedro Viana
Irene Costa
Irene Costa
 Lourdes dos Anjos
Lourdes dos Anjos 
 Aurora Gaia
 Aurora Gaia
 João Pessanha
 João Pessanha
 Armando Paraty
Armando Paraty
 Lourdes dos Anjos a receber a obra sorteada de José Cardoso
 Fernando Morais é o 2º sorteado com a obra de Luiz Morgadinho

sábado, 9 de junho de 2012

Sepulcro de tantos cadáveres...

Sepulcro de tantos cadáveres... 

Bom dia! Bem sei que a conjuntura não me incrementava. Bem verifiquei, desculpe lá, aquando o encontro literário ocorrido em Olivença, a escamação de pele dos seus pés. Aconteceu a visão, quando tombei a baixo da cadeira, à vista desarmada de todos os presentes, na esplanada. Então, já gatinhando bem próximo de seus pés, imitando um gato tísico rosnante, siderado fiquei, não tanto pela queda fatídica, lombos há muitos, mais pela tentativa que ousei graminhar no que toca a apanhar um isqueiro apagado. Aí sim, a escamação tinha o seu lugar. Se se lembra, daquela ventania quente animada pelo sopro do Siroco, abalroado fiquei, no olho, por pele tão sedosa, naquela tarde de Lua Cheia.
Bom dia . A madrugada vai alta, tão rente me afoga nos rastos e peugadas poeirentas, que já duvido se alguma vez eu atravessara tais territórios. Berrarei bem lá no alto do monte, que não passarei dum sepulcro entupido de tantos cadáveres sobre mim atirados. Muitos beijos e abraços; e na cumieira me equilibro, aguardando um peso específico que me adorne mais que acompanhado e que batalhe com tais corpos putrefactos que me carcomem a suposta alma, já desinfectada de astenias.


....V.L.


quarta-feira, 30 de maio de 2012

SUPOSTA MATURIDADE LUMINOSA


SUPOSTA MATURIDADE LUMINOSA

Que olho translúcido, pendurado sob um Sol ardente
Dum iluminismo intermitente.
Que olhar por dentro pelo comum da incerteza.
Que claridade, nem que cinzenta turva,
Que destino augurado não se estica,
Que sacrifício de quem olha o olhar desmerecido.
Que demitente, que demisso.
Que sacrifício existirá, sobre quem, pela luz,
Não deixará de se cair em todas as sombras
Sábias, intransponíveis.
Que existencialismo, que surrealismo, que
pedantismo,
Não cegam,
A clarividência de todos os olhos escachados,
Por tantas ventanias
Por vaporizações de tantos eunucos, num domingo
de Sol encomendado.
 

Virgílio Liquito

quinta-feira, 24 de maio de 2012

QUE REPÚDIO, QUE DESGOSTO!


QUE REPÚDIO, QUE DESGOSTO!
 

    “Mãos que te movem,
    Belas que argamassam
o finito.
    E os teus olhos
enigmáticos, doces…
    Por aí não se ficam.
    E nem a áurea da tua
bipolaridade,
    Do teu sorriso, te traia.
    Restar-te-ão as palavras
construídas, tão iguais,
    Tão diferentes dos
gestos das tuas mãos,
    Quiçá sob os feixes do
teu olhar, tão suave, meigo.
    E com que dureza, e que
condescendência.”


Virgílio Liquito

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Sessão de Poesia 19 de Maio

 Miguel Leitão
 Miguel Leitão
 Fernando Morais
Fernando Morais
Alberto e Joana d'Assumpção
Teresa Gonçalves
Teresa Gonçalves

Maria de Lourdes Martins
Maria de Lourdes Martins
Silvino Figueiredo
Silvino Figueiredo
Cristina Maya Caetano
Cristina Maya Caetano
Alzira Santos
Alzira Santos
Luís Pedro Viana
Luís Pedro Viana
 Armando Paraty
 Armando Paraty
 Virgílio Liquito

 Virgílio Liquito
 Maria Lourdes dos Anjos
Maria Lourdes dos Anjos