terça-feira, 19 de julho de 2011

16 Julho, Homenagem a Manuel António Pina

 Danyel Guerra

 Danyel Guerra
 Danyel Guerra
 Danyel Guerra
 Danyel Guerra declama um poema de Manuel António Pina
 Danyel Guerra

 Danyel Guerra cumprimenta o homenagiado
 Ana Maria
Ana Maria
 Alzira Santos 
Alzira Santos
 Alzira Santos
 Alzira Santos
Alzira Santos
 Fernando Morais

 Fernando Morais
Fernando Morais e Manuel António Pina

Poesia, 19 Julho 2011

 Miguel Leitão a declamar um poema de Manuel António Pina
 Miguel Leitão
 Fernanda Cardoso
 Fernanda Cardoso


 Fernanda Cardoso
 Fernanda Cardoso
 Leonor Reis
 Leonor Reis

 Lourdes dos Anjos
Leonor Reis
  Leonor Reis e Lourdes dos Anjos declamaram juntas um poema

Danyel Guerra

Poesia na Galeria em Homenagem a António Pina

 Lourdes dos Anjos a dirigir-se a Manuel António Pina
 Zé Nuno, Manuel António Pina, Fernando Morais e esposa
 Irene Lamolinairie
 Lourdes dos Anjos


Agostinho Costa dá inicio à sessão de poesia
 Lourdes dos Anjos

 Manuel António Pina e Fernando Morais

Manuel António Pina atento ás palavras de Lourdes dos Anjos

Lourdes dos Anjos

Homenagem a Manuel António Pina, 16 Julho 2011

 Manuel António Pina a dar autógrafos











sexta-feira, 15 de julho de 2011

TELEFONEMA


TELEFONEMA

Está sol e eu acordei
de sorriso na alma:
um sorriso escancarado e grande,
tão grande,
que nada nem ninguém o poderão estancar.

Sorriso, ou clarão?
Tanto faz,
já que um e outro iluminam.

Eu não sei se isto é paixão
ou se é amor,
mas sei que me sinto em festa,
com luminárias nos olhos,
música a soar nos ouvidos
e um aroma a doce antigo
a consolar as narinas
e a invadir-me os pulmões.

Feliz,
apetece-me beijar o chão,
oferecer flores a quem passa
e queimar incenso
em louvor dos Deuses todos,
mormente daquele que desenha os destinos
e conseguiu
acender ontem em ti
o desejo de me ligares.
  
Miguel Leitão
in "O tempo e as coisas"

TRIGAIS E PAPOILAS


TRIGAIS E PAPOILAS

Papoilas,
Que bordejam loiros trigais,
Com suas espigas loiras,
São de pão sinais
E a cor das  papoilas
Cor dos cardeais!

Se papoilas bordejam loiros trigais
São também poesia,
Que consta na oração do:
“O pão nosso de cada dia....”
enquanto adejam ao vento,
na brisa de calmaria!.

Trigais e papoilas
Juntas são sinais de pão,
Que uns comem com o corpo,
Outros com a alma
Mas todos com o coração!

Silvino  Taveira  M. Figueiredo
Gondomar

SEM RUMO

SEM RUMO

Eu já não sei o que há-de ser de mim
por este andar, por este ruim caminho,
pois não me é dado ver qual seja o fim
a que ele me conduz, tanto é daninho.

Vejo-me aqui (não sei por onde vim
aqui parar!) metido no escaninho
do meu problema, como num jardim
um melro engaiolado, à vista o ninho…

Quero fugir e bato em vão as asas,
penso morrer e sinto ardentes brasas
queimando, vivo, todo o coração.

E dizem que há lugar no mundo imenso
p’ra todo o ser, enquanto eu vejo e penso
que nem a morte é a minha salvação…

Oliveira Guerra
in Algemas

terça-feira, 12 de julho de 2011

meu lírio do campo


meu lírio do campo
meu amor silvestre
és perfume espalhado
no espaço terrestre
és beijo encontrado
num jardim distante
dum reino celeste
razão do meu canto
e em verdes campos
meu lírio de amor
és vida constante
silvestre flor.

Teresa Gonçalves
in Pleno Verbo