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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

MADRIGAL


MADRIGAL
Qual orvalho, ou qual pranto,
que lágrimas aquelas
que correrem do noturno manto
e do luzente rosto das estrelas?
E por que semeou a branca lua
nuvens negras de gotas cristalinas
à relva das colinas?
Por que na noite escura
se ouviram, como gritos, mundo afora
caçar o vento a aurora?
Foram sinais, talvez, de que partiste
e eu, mudo, fiquei triste?

Torquato Tasso
lido por Idiema

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Sessão de Poesia na Galeria 20 de Outubro

 David Cardoso
 David Cardoso
 Acilda Almeida
 Acilda Almeida
 João Pessanha
 João Pessanha
 Alice Santos
 Alice Santos
 António D. Lima
 António D. Lima
 Maria Teresa Nicho
 Maria Teresa Nicho
 Fernanda Cardoso
 Fernanda Cardoso
 Eduardo Roseira
 Eduardo Roseira
 Maria de Lourdes Martins
 Maria de Lourdes Martins
 
 Adolfo Castelbranco
 Adolfo Castelbranco
 Fernando Morais
 Fernando Morais
 Idiema
Idiema

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O sono retirou-se do meu corpo


O sono retirou-se do meu corpo e as cigarras
atormentam as minhas noites. Depois de teres
partido, os lençóis da cama são como limos frios
que se agarram à pele. Porém, se me levanto,
não faço mais do que arrastar a solidão pela casa;
 
talvez procure ainda um gesto teu nos braços
do silêncio, como um pombo cego a debicar
as sombras na única praça deserta da cidade —
 
o amor nunca aprendeu a ler nas linhas da mão.
 

Maria do Rosário Pedreira
in «O Canto do Vento dos Ciprestes»,
Gótica, 2001
lido por Idiema

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Quem se afasta do mundo deixa a quem fica


Quem se afasta do mundo deixa a quem fica
um rasto de perguntas. Mas eu vi a morte dançar
tantas vezes no lago dos teus olhos que não pergunto
pelos teus passos à lama dos caminhos nem
pelos teus sonhos ao côncavo da cama. Quando

partiste, a solidão ficou nas coisas todas – no prato
que ia por vício para a mesa mas voltava vazio;
nas roupas escuras; nas sardinheiras secas; na dor
embrutecida do cão cego a ganir toda a noite à porta
do teu quarto; na casa fria; no livro aberto

ao meio no tapete (e que ninguém lerá, porque divide a tua vida entre o que foi e o que podia ter sido se deus
fosse mais deus do que diziam); e ainda nesse rosto
que me deste – e que é o teu no meu envelhecido.

A tua morte foi como um espelho partido contra o verão;
e nenhum vento que atravessasse o mundo varreria
de mim os seus estilhaços. Por isso, perguntar não mais
seria do que tecer armadilha para as memórias.

Maria do Rosário Pedreira
lido por Idiema

terça-feira, 18 de setembro de 2012

POESIA NA GALERIA 15-09

 Maria Teresa Nicho
 Maria Teresa Nicho
 Silvino Figueiredo
 Silvino Figueiredo
 Miguel Leitão
 Miguel Leitão
 Eduardo Leal
 Eduardo Leal
 António D. Lima
 António D. Lima
 
 
 António D. Lima brinda à galeria
 Idiema ao saber que foi a sorteada
 Idiema
 Agostinho Costa entrega a obra de António-Lino a Idiema
 António D. Lima, José Oliveira Ribeiro e David Cardoso
 
 
 
 
 Eduardo Leal e Neiro, um dos pintores da exposição inaugurada