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quarta-feira, 4 de abril de 2012

ÁRVORE QUE SOU

ÁRVORE QUE SOU

Sou uma árvore
Com troncos grossos
Raízes de fora
Da terra negra…
Árvore maluca
Estreloucada
Que ri com o vento
Quando lhe faz cócegas
Que geme quando o lenhador
Lhe corta alguns ramos
Árvore que sou
Que se abana toda
Como se quisesse
Sair do lugar…
Árvore maluca
Que não deixas
Os pássaros quietos
Por ser inquieta
- Pára-me quieta!!
Árvore que choras
Porque já não tens
Os pássaros
Que em ti andavam
De roda
Árvore que sou
Árvore que mais serás?


Emília Costa


terça-feira, 27 de março de 2012

UNIVERSO DOS SONHOS

UNIVERSO DOS SONHOS

Sonhar acordada
Olhando as estrelas
A chuva o vento ou mesmo
O brincar das nuvens
Mas a tua imagem o teu olhar
E esses teus gestos aparecem sempre
E quando no meu pensar
Começo eu a rezar
Deixo de ver a santa imagem
Para me surgires
Em imagem real
Que parece que te vejo
E começo a ouvir a tua voz
E deixo de rezar
Para te começar a amar
E no silêncio da noite
Olho ao meu lado
Tudo vazio
Só no meu coração
Está cheio de amor
Ou no meu sonhar?
 

Emília Costa
in “Sarrabiscos de ontem,
De Hoje ou Talvez Do Amanhã”

sábado, 17 de março de 2012

REENCONTRO NA GALERIA

REENCONTRO NA GALERIA

Com as cores
E poesia
Amigas da minha
Imaginação
Pessoas amigas
Bonitas
Que me dão
Tanta satisfação…
Esta alegria
Desta gente do Porto
Faz-me ter um sorriso
Que o mantenho
Quando estou triste…
Obrigado
Galeria Portuense
Por reunires
Toda esta gente
E nos recebe
Gentilmente…
Um bem-haja
Por existires…
 

Emília Costa

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

POESIA NA GALERIA 21 de Janeiro


Cristina Maya Caetano
Cristina Maya Caetano
Fernando Morais
Fernando Morais
Manoel do Marco
Manoel do Marco
Maria Augusta Silva Neves
Maria Augusta Silva Neves

Luís Pedro Viana
Luís Pedro Viana
Fernanda Garcias
Fernanda Garcias

Acilda Almeida
Acilda Almeida
Silvino Figueiredo
Silvino Figueiredo
Alzira Santos
Alzira Santos
Emília Costa
Emília Costa
Virgílio Liquiro
Virgílio Liquito
Irene Costa

Irene Costa

quarta-feira, 29 de junho de 2011

sentir a natureza 1972-2010


sentir a natureza 1972-2010


dentro da inocência de criança crente
dizia-lhe num beijo: como tu és bela!
era a minha amiga e leal confidente
de todas a mais nobre, a mais singela.

contava-lhe os meus sonhos, os meus medos
daqueles pesadelos que me atormentavam
e sentia as verdes folhas serem dedos
que docemente me acariciavam

sabia compreender como ninguém
a alma de uma criança assustada
dizia-me, no seu silêncio, ser alguém
que precisava, como eu, de ser amada

mas num dia triste e cinzento chegou
aquela máquina que da terra arrancou
a sua vida. raiz, tronco, braços, dedos.
nada ficou. somente os meus medos.
painel multicor, volume II, 2004

Teresa Gonçalves
in “PLENO VERBO”
lido por Emília Costa

sábado, 25 de junho de 2011

VENTO NO ROSTO


VENTO NO ROSTO

À hora em que as tardes descem,
noite aspergindo nos ares,
as coisas familiares
noutras formas acontecem.

As arestas emudecem.
Abram-se flores nos olhares.
Em perspectivas lunares
lixo e pedras resplandecem.

Silêncios, perfis de lagos,
escorrem cortinas de afagos,
malhas tecidas de engodos.

Apetece acreditar,
ter esperanças, confiar,
amar a tudo e a todos.

in Poesias Completas (1956-1967)
Colecção Poetas de Hoje de António Gedeão
lido por Emília Costa

terça-feira, 21 de junho de 2011

18 de Junho 2011



 Domingos da Mota
 Eduardo Roseira
 Eduardo Roseira
 Eduardo Roseira



 Emília Costa
 Emília Costa
 Kim Berlusa
Kim Berlusa

sexta-feira, 3 de junho de 2011


Olhares
Do tempo que corre
Dos sonhos
Por realizar
Olhares
Pelo mar
Pelo o universo
Existente
Olhares
Pelas telas de um pintor
Pela poesia
Escrita tanta vez em vão…
Olhares
Quando por mim passas
Com esse teu jeito de ser…
Olhares
Que voam em destinos diversos
Olhares somente olhares
Que nos chamam
A atenção
E nos faz sorrir ou não…

Emília Costa

quarta-feira, 1 de junho de 2011

POESIA NA GALERIA

POESIA NA GALERIA

É o sonho
O sorriso
O convívio
Das amizades
E artes…
As telas
As esculturas
A poesia
É uma mística harmonia
Não importa quem lê
Ou de quem estão a ler
São as palavras soltas
Misturadas
Com as cores
É o som da guitarra
Que nos acompanha
É o tempo a passar
Sem que se dei-a por isso
É de gostar de ficar
Com a satisfação
De estar em boa companhia
E com a esperança ou certeza
Que vai haver mais
Poesia na Galeria.

Emília Costa