Mostrar mensagens com a etiqueta Maria Celeste Dias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Maria Celeste Dias. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

TODAS AS PALAVRAS


TODAS AS PALAVRAS

As que procurei em vão,
principalmente as que estiveram muito perto,
como uma respiração,
e não reconheci,
ou desistiram e
partiram para sempre,
deixando no poema uma espécie de mágoa
como uma marca de água impresente;
as que (lembras-te?) não fui capaz de dizer-te
nem foram capazes de dizer-me;
as que calei por serem muito cedo,
e as que calei por serem muito tarde,
e agora, sem tempo, me ardem;
as que troquei por outras (como poderei
esquecê-las desprendendo-se longamente de mim?);
as que perdi, verbos e
substantivos de que
por um momento foi feito o mundo
e se foram levando o mundo.
E também aquelas que ficaram,
por cansaço, por inércia, por acaso,
e com quem agora, como velhos amantes sem
desejo, desfio memórias,
as minhas últimas palavras
 

Manuel António Pina
lido por Maria Celeste Dias

terça-feira, 23 de outubro de 2012

POESIA NA GALERIA, 20 de Outubro

 
 
 
 
 
 
 
 
 Aurora Gaia
 Aurora Gaia
 Maria Celeste Dias
 Maria Celeste Dias
 Miguel Leitão
 Miguel Leitão
 Kim Berlusa
 Kim Berlusa
 Maria Antónia Ribeiro
 Maria Antónia Ribeiro
 Manoel do Marco
 Manoel do Marco
 Luís Pedro Viana
 Luísa Pedro Viana
 Ana Maria Roseira
 Ana Maria Roseira
 César Carvalho
 César Carvalho
 Fernanda Garcias
 Fernanda Garcias
 
António Cardoso
 António Cardoso
 Ilda Regalado
 Ilda Regalado