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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Poesia 19-11-11

 Fernanda Garcias
Fernanda Garcias
 Acilda
Acilda
Fernando Morais
Fernando Morais 
Maria Augusta Silva Neves 
Maria Augusta Silva Naves
Sofia Santos
 Sofia Santos
 João Pessanha
 João Pessanha
Celestina Silva
Celestina Silva
 Ana Almeida Santos

Ana Almeida Santos

Apresentação do livro de Fernando Morais com apresentação de
Danyel Guerra

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O meu amor não cabe num poema


O meu amor não cabe num poema – há coisas assim,
que não se rendem à geometria deste mundo;
são como corpos desencontrados da sua arquitectura
ou quadros que os gestos não preenchem.

O meu amor é maior que as palavras, e daí inútil
a agitação dos dedos na intimidade do texto –
a página não ilustra o zelo do farol que agasalha as baías
nem a candura da mão que protege a chama que estremece.

O meu amor não se deixa dizer – é um formigueiro
que acode aos lábios como a urgência de um beijo
ou a matéria efervescente dos segredos; a combustão
laboriosa que evoca, à flor da pele, vestígios
de uma explosão exemplar: a cratera que um copo,
ao levantar-se, deixa para sempre na vizinhança de outro corpo.

O meu amor anda por dentro do silêncio a formular loucuras
com a nudez do teu nome – é um fantasma que estrebucha
no dédalo das veias e sangra quando o encerrem em metáforas.
Um verso que o vestisse definharia sob a roupa
como o esqueleto de uma palavra morta. Nenhum poema
podia ser o chão da sua casa.


Maria do Rosário Pedreira
in "O Canto do Vento nos Ciprestes"
Ana Almeida Santos

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

RECEITA PARA ABRAÇO


RECEITA PARA ABRAÇO

antes que nos abrace e abrase um daqueles nós
de víboras jorrando em lume das nuvens
antes que se fechem sobre nós os tentáculos de um tsunami
antes que se abatam sobre o coração os acúleos dos escorpiões
antes que nos torture e triture o doce amplexo do nada
abracemo-nos nós (vê as horas – deram-nos escasso o tempo
e um abraço a sério pode durar uma eternidade)

abrir muito os braços deixá-los crescer e crescer
tê-los aptos disponíveis para abarcar
uma floresta impossível de sequóias
ou desenhar a órbita de um cometa errante
fechar os olhos invertê-los voltá-los para dentro
leva-los aos recessos mais íntimos da alma
esperar assim outra eternidade sem saber
o que de lá vem se a assombração do mundo
se uma hecatombe se a criação de uma nova galáxia
esperar como quem sabe que vem chegando
num carro de aromas a primavera
esperar que se desdobrem um a um lentamente
todos os pampilhos das pradarias

depois finalmente cerrar os braços
uns sobre os outros com o vagar das corolas fechando-se
aconchegar os peitos apertá-los tanto até esmagar
os maquinismos pulsantes que os habitam
esperar ainda que se ecoem todos os sons interiores
e deixar-se morrer como um eco extraviado
ou um cavalo exausto perdido na noite
enquanto as intimas salas se inundam de silêncio

quando enfim ressuscitarmos desta ansiada morte
demorar mais uma eternidade
para recuperar os próprios braços

(por isso são tão raros os abraços verdadeiros)

Anthero Monteiro (inédito)
declamado por Ana Almeida Santos

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sessão Poesia 20-08-11


 Ana Maria
 Ana Maria
 Maria de Lourdes Martins
 Maria de Lourdes Martins
 Maria de Lourdes Martins
 Ana Almeida Santos e Virgílio Liquito prestam atenção a Manoel do Marco

 Manoel do Marco
 Fernanda Garcias
 Fernanda Garcias
 Fernanda Garcias
 Fernanda Garcias
 Ana Pamplona
 Ana Pamplona
 Ana Pamplona
 Ana Pamplona

 Kim Berlusa
 Kim Berlusa
 Idiema
 Idiema
 Idiema
 Ilda
 Ilda
 Ilda
 Amândio Vasconcelos
 Amândio Vasconcelos
 Amândio Vasconcelos
 Virgílio Liquito
 Virgílio Liquito
 Virgílio Liquito
 Virgílio Liquito
 Virgílio Liquito


 Entrega da obra sorteada a Fernanda Garcias