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terça-feira, 20 de novembro de 2012

POESIA NA GALERIA

 Jorge Vieira
 Jorge Vieira
 Maria de Lourdes Martins
 Maria de Lourdes Martins
 Ana Maria Roseira
 Ana Maria Roseira
 Eduardo Leal
 Eduardo Leal
 Fernanda Cardoso
 Fernanda Cardoso
 Alípio de Sousa
 Alípio de Sousa
 Irene Costa
 Irene Costa
 Kim Berlusa
Kim Berlusa
 José Manhente
 José Manhente
 Manuela Caldeira
 Manuela Caldeira
 Maria de Lourdes Ferreira
 Maria de Lourdes Ferreira
 Maria Teresa Nicho
 Maria Teresa Nicho
 Luís Pedro Viana
Luís Pedro Viana

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

DEIXA LÁ


DEIXA LÁ
 
a metáfora resiste e estrebucha
ganha forma insidiosa e busca
maneira mais subtil de se afirmar
faz-se ideia revoltada cínica
faz-se infâmia
criatura metamórfica sedutora
vontade perfumada de dizer
que ultrapassa e é mais do que a figura
na qual e para a qual tu a criaste
e grita
esperneia para além de todos nós
que a pensamos
não nos respeita foge para reinos tão estranhos
que nos deixa como órfãos tristes desolados
a metáfora torna-se diferente cresce
e não explica
não explica nada
à metáfora só desejaria todos os suplícios
não fosse ignorar como dizer
sem ela
o que não pode ser guardado
que tu és o mar
(mais do que uma imagem
cópia imperfeita desse mar)
és mais que as ondas mais que a cor
mais que a imensidão absurda
tu és o mar o cheiro a mar
portanto
recordas a cor e a frescura
as viagens por fazer o amor já feito
fazes ondas quando queres
e tens o aroma e ponto
o resto é entre ti e a metáfora
pois és virtude ela defeito
o mar é grande e é profundo
e tu és para além disso
és mais que tudo és outro mundo
o mar são as sereias
os golfinhos que procuram
e não veem o nosso lado melhor
e são águas nas areias
quentes ir e vir dos nossos dias
o mar são os salpicos quando os pés
na hesitação dos corpos
brincam atrevidos evitando o calafrio
do mergulho
o mar é o caminho entre nós
e as américas possíveis
espaço imenso por dizer
conquistas descobertas e trilhos escondidos
rotas invisíveis
apagadas pelas vagas de si mesmo
o mar são as histórias que o tempo
coloriu com seus mistérios
é a terra dos atlantes
é a luz do sol filtrada distorção incrível
pelo excesso e falta dela
o mar é a esperança de quem foge
proscritos em terras negras e pesadas
o mar é uma fronteira sem donos nem tiranos
estrada sem limites sem pegadas
o mar é ilusão
miragem que agarra e que sustém
respiração
e é então
que tu te irritas com a metáfora
e levantas mar crispado
o mar és tu
porque me lembras tanta coisa que não explico
a raiz de todas as imagens
belas tão somente porque dizem
sem conter e compreender
sem complicar e nos prender
que o mar sendo o teu cheiro
é também a tempestade
a revolta que se instala
que nos quebra nos afoga
são titãs inconformados
com o fim dos sonhos
dos seus deuses reformados
a negação do ar e a negação dos olhos
profundeza e escuridão
o mar é uma masmorra
tu não
por isso tem cuidado
com a riqueza das palavras
que as metáforas que colho
ao passar nos campos verdes
dos poemas
são adubo e são a rega
mas não são
nem podem ser
as maçãs com que te tento
pois não
o fruto és tu
quando digo que tu cheiras como o mar
não te zangues com a metáfora
não a arrastes pelos cabelos
serpentes que te enganam e te puxam
por caminhos mais sombrios
maremotos e correntes perigosas
ouve apenas o espaço entre as palavras
deixa entrar os rios
deixa
aproveita a luz do sol
a chuva quando cai
deixa
que a simplicidade maior que há
é deixar ir
 
Eduardo Leal

terça-feira, 23 de outubro de 2012

POESIA NA GALERIA



 Cristina Maya posa com a obra de Ariosto Madureira
 Cristina Maya a sorteada da sessão

 Paulina Sousa
 Paulina Sousa
 Cristina Maya Caetano
 Cristina Maya Caetano
 Lourdes dos Anjos
 Lourdes dos Anjos
 Alzira Santos
 Alzira Santos
 Irene Costa
 Irene Costa
 Silvino Figueiredo
 Silvino Figueiredo
 José Oliveira Ribeiro
 José Oliveira Ribeiro
 Angelino Silva
 Angelino Silva
 Eduardo Leal
 Eduardo Leal
 Armando Paraty
Armando Paraty