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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

PROCURAR


PROCURAR
 
Eu voo cegamente nas asas do vento
Com a ânsia virginal de te encontrar.
Eu fecho os olhos naquele momento
E sonho ver-te, para mim, a caminhar.
 
O meu amor é tão puro, tão louco.
Qual chama rubra que em meus lábios passeia.
Como o som das ondas de um mar rouco
Beijando com ardor a sua doirada areia.
 
Ai amor, como eu te procurei
Na terra, no céu, no jardim em flor
Perdi meus sonhos e nenhuma outra amei.
 
Entretanto, com alegria, ao entardecer notei
Que quando o sol esconde todo o seu fulgor
Eu morro, só para por ti, a seguir, renascer. 

Marco Aurélio Santos
in “Avé Sol”
lido por Josefina Castilho

terça-feira, 21 de agosto de 2012

ENTRE ROSAS E JASMINS


ENTRE ROSAS E JASMINS

Há muito que tinha abandonado o teu olhar.
O Inverno trazia noites frias de rachar
E a lembrança longínqua do eu corpo quente
Parecia renascer a chama de nosso amor ardente.

O tempo indiferente e calmo chegou veloz,
Com murmúrios e saudade de almas sós
Numa felicidade roubada anos atrás
Do relicário do amor que jamais sentirás.

Foi há longo tempo que se perdeu
A alegria e beleza que havia em mim.
Meu rosto soluça com mágoa a idade – Não o olhes assim!

Porque a paixão também o vento levou, teve fim.
Resta a minha alma despojada, quase morta
Que eu enterro entre rosas e jasmins à tua porta.


Marco Santos
in “Avé Sol”
lido por Josefina Castilho

Poesia na Galeria 18 Agosto




 Maria Augusta de Silva Neves



 Constância Néry com desenhos de Cássio Mello
 Fernanda Garcias
 Fernanda Garcias
 Ana Maria Oliveira
 Ana Maria Oliveira

 Marco Santos
 Marco Santos
 Josefina Castilho
 Josefina Castilho
 Manoel do Marco
 Manoel do Marco
 Miguel Leitão
Miguel Leitão
 António Cardoso
 António Cardoso
 António Lima
 António Lima
 António Lima
 Alice Santos
Alice Santos