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sábado, 15 de janeiro de 2011

NA EXPOSIÇÃO DE KIM MOLINERO

Sílvino Figueiro (O Figas) e Eduardo Roseira lêem um poema em conjunto
A sempre presente Maria Antónia Ribeiro
Maria Ramajal Jorge não deixou de comparecer apesar de adoentada.
Aqui ao lado de Jorge Vieira
Miguel Leitão a declamar poemas de sua autoria

Pilar Veiga voltou a dar o prazer da sua presença, vinda de Santiago de Compostela
Carlos Andrade animou a tarde

Kim Molinero entrega obra com dedicatória ao poeta Fernando Morais

sábado, 28 de agosto de 2010

MANHÃS DE AGOSTO de Maria Antónia de Carvalho Mendes Ribeiro



MANHÃS DE AGOSTO

de Maria Antónia de Carvalho Mendes Ribeiro

Nestas quentes manhãs do mês de Agosto,
Debaixo dos frondosos arvoredos,
Escutando o chilrear da passarada,
E das crianças avistando seus folguedos,
Fico a cismar, embalada nesta calma,
E em todo este ambiente natural.
Como é possível tudo o que acontece
E que eu leio nas noticias do jornal!
São as guerras fraticidas do Kosovo,
É a luta amordaçada de Timor!
Um povo cujo desejo é ser livre
E que vive debaixo do terror!
São os desastres imensos nas estradas!
Dos que correm desafiando a sua sorte,

Para chegar mais cedo, não, à vida,
Mas, muitas vezes, sim, mais cedo à morte!
É a guerra, é a fome, em Angola!
Onde as crianças apanham o milho pelo chão!
Meia dúzia de grão que eles comam,
Representam, li eu, a refeição!
São os crimes, os roubos, tudo enfim,
Que me deixam muito triste e a pensar:
Será que a humanidade está tão louca,
Que já não tem capacidade para amar?
Depois de tudo isto que fui lendo,
Debaixo dos frondosos arvoredos,
Já nem ouço o chilrear da passarada
E mal avisto, das crianças, seus folguedos.

Agosto de 1999