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quinta-feira, 21 de junho de 2012

DESLUMBRAMENTOS

DESLUMBRAMENTOS

Milady, é perigoso contemplá-la,
Quando passa aromática e normal,
Com seu tipo tão nobre e tão de sala,
Com seus gestos de neve e de metal.

Sem que nisso a desgoste ou desenfade,
Quantas vezes, seguindo-lhe as passadas,
Eu vejo-a, com real solenidade,
Ir impondo toilettes complicadas!...

Em si tudo me atrai como um tesoiro:
O seu ar pensativo e senhoril,
A sua voz que tem um timbre de oiro
E o seu nevado e lúcido perfil!


lido por Amândio Vasconcelos
in “O Livro de Cesário Verde”

quarta-feira, 20 de junho de 2012

MERIDIONAL

MERIDIONAL
CABELOS

Ó vagas de cabelos esparsas longamente,
Que sois o vasto espelho onde eu me vou mirar,
E tendes o cristal dum lago refulgente
E a rude escuridão dum largo e negro mar;

Cabelos torrenciais daquela que m’enleva,
deixai-me mergulhar as mãos e os braços nus
No báratro febril da vossa grande treva,
Que tem cintilação e meigos céus de luz.

Deixai-me navegar, morosamente, a remos,
Quando ele estiver brando e livre de tufões,
E, ao plácido luar, ó vagas, marulhemos
E enchamos de harmonia as amplas solidões. 

in “O livro de Cesário Verde”
lido por Amândio Vasconcelos

Sessão de Poesia na Galeria junho

Amândio Vasconcelos
Amândio Vasconcelos
Maria de Fátima Martins
Maria de Fátima Martins
Miguel Leitão
Miguel Leitão
Alzira Santos
Alzira Santos
Virgílio Liquito
Virgílio Liquito
Luís Pedro Viana
Luís Pedro Viana
Irene Costa
Irene Costa
 Lourdes dos Anjos
Lourdes dos Anjos 
 Aurora Gaia
 Aurora Gaia
 João Pessanha
 João Pessanha
 Armando Paraty
Armando Paraty
 Lourdes dos Anjos a receber a obra sorteada de José Cardoso
 Fernando Morais é o 2º sorteado com a obra de Luiz Morgadinho

sexta-feira, 25 de maio de 2012

NOCTURNO


NOCTURNO

Eram, na rua, passos de mulher.
Era o meu coração que os soletrava.
Era, na jarra, além do malmequer,
espectral o espinho de uma rosa brava…

Era, no corpo, além do gim, o gelo;
além do gelo, a roda de limão..
Era a mão de ninguém no meu cabelo.
Era a noite mais quente deste verão.

Era, no gira-discos, o Martírio
De São Sebastião, de Debussy
Era, na jarra, de repente um lírio!
Era a certeza de ficar sem ti.

Era o ladrar dos cães na vizinhança.
Era, na sombra, um choro de criança. 

David Mourão-Ferreira
(1927-1996)
lido por Amândio Vasconcelos

quarta-feira, 23 de maio de 2012

POESIA NA GALERIA 19-05-12

Amândio Vasconcelos
Artur Santos
 Agostinho Costa, Teresa Gonçalves e Manuela Barroso
 Maria de Lourdes Martins, Leonor Reis,
Ana Maria e Miguel Leitão
 Luís Pedro Viana e Joana d'Assumpção


 Amândio Vasconcelos
 Amândio Vasconcelos

Fernanda Garcias
 Fernanda Garcias

 Eduardo Roseira
 Eduardo Roseira
 Ana Maria Roseira
Ana Maria Roseira
 Leonor Reis
 Leonor Reis

 Ana Maria Oliveira
 Ana Maria Oliveira
 Manoel do Marco
Manoel do Marco em pé, à frente Fernando Morais e Armando Paraty