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terça-feira, 20 de novembro de 2012

"Poesia na Galeria", 17 de Novembro

 Maria Augusta da Silva Neves
 Maria Augusta da Silva Neves
 Acilda Almeida
 Acilda Almeida
 António Lima
 António Lima
 Alice Santos
Alice Santos
 Bernardete Costa
 Bernardete Costa
 Eduardo Roseira
 Eduardo Roseira
 Fernando Morais
 Fernando Morais
 Armando Paraty
 Armando Paraty
 Alzira Santos
 Alzira Santos
 João Pessanha
João Pessanha

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

PESADELO


PESADELO
 
Esta noite é pesada como chumbo.
Meus versos são fantasmas que eu sei de cor…
e passam um a um na minha frente
banhando a minha fronte de suor.
 
Nem uma estrela só por entre as trevas.
Lá fora só há vento…
negro vento…
E eu grito ao vento:
            - Porque não me levas?
            - Acaba duma vez meu sofrimento!
Mas o vento não quer.
E novamente os versos
passam…
são fantasmas…
e quando passam dançam.
Dançam danças-plasmas,
dançam
e não se cansam.
 
Nem uma estrela só.
Como é sombria
a noite lá de fora sem estrelas dentro…
E eu grito:
- Vem a mim, ó Deusa d’Agonia!
            - Acaba-me de vez meu sofrimento!
Mas a Deusa não quer.
E novamente os versos
passam…
são fantasmas…
e quando passam dançam.
Dançam danças-plasmas,
dançam
e não se cansam.
 
Sinto o peso da noite a oprimir-me o peito.
Pára-me o coração por um momento…
e grito:
            - Ó noite, vem buscar-me ao leito!
            - Acaba-me de vez meu sofrimento!
Mas a noite não quer
E novamente os versos
passam…
são fantasmas…
e quando passam dançam.
Dançam danças-plasmas,
dançam
e não se cansam.
 
A febre foi-se embora.
Já respiro fundo…
Já quase não suo
Invado-me de calma…
Mas novamente os versos
pesados como chumbo
Nas suas danças plasmas
me vão pisando…
a alma.
 

Ulisses Duarte
in “Da Minha Paisagem”
lido por Eduardo Roseira

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Sessão de Poesia na Galeria 20 de Outubro

 David Cardoso
 David Cardoso
 Acilda Almeida
 Acilda Almeida
 João Pessanha
 João Pessanha
 Alice Santos
 Alice Santos
 António D. Lima
 António D. Lima
 Maria Teresa Nicho
 Maria Teresa Nicho
 Fernanda Cardoso
 Fernanda Cardoso
 Eduardo Roseira
 Eduardo Roseira
 Maria de Lourdes Martins
 Maria de Lourdes Martins
 
 Adolfo Castelbranco
 Adolfo Castelbranco
 Fernando Morais
 Fernando Morais
 Idiema
Idiema

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

BALADA PARA JESSE OWENS


BALADA PARA JESSE OWENS
 
Em mil novecentos e trinta e seis
Hitler perdeu uma batalha.
Tinha aviões e tinha tanques
tinha um Estado e a Gestapo
só não tinha força para vencer
um negro chamado Jesse Owens.
 
Tinha SS para mata
tinha soldados para a guerra
e tinha botas para calcar
em toda a terra o pensamento.
Só não tinha ninguém para saltar
oito metros e seis de comprimento.
 
Tinha generais para mandar
e tinha generais para obedecer
tinha navios para conquistar
novos mercados novos mundos.
Só não tinha arianos para correr
cem metros em dez segundos. 

Manuel Alegre
lido por Eduardo Roseira

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

PALAVRAS ALTAS COMO AMOR


PALAVRAS ALTAS COMO AMOR

Procuro palavras para te dizer
tudo aquilo que as canções
e os poetas da tua vida
não te disseram ainda.

Palavras, apenas palavras.
Queria endereçar-te palavras
como quem acena na noite
e diz: olha a lua, vês as estrelas?
E nesta simples constatação descobre
a beleza de tudo o que ainda
não foi dito.

Palavras iguais ao silêncio
mas contrárias à ausência.
Palavras que digam o teu nome
alto como eu faço
quando atravesso a minha solidão
nas ruas anónimas da cidade.

Palavras simples, como amor.
Que digam todo este sentimento
que eu carrego. Que digam flores
como uma simples rosa vermelha.

Que digam teus olhos, teus lábios
teu rosto belo como a própria palavra.

Palavras que digam teus beijos
incendiando meus lábios.
Minha sede vencida em tua boca.
Palavras singelas que digam
minhas mãos nos teus seios
na fúria inelutável do amor.
Palavras vivas intensas que ardam
como a polpa dos dedos que
nos amam. Palavras, palavras
que se aproximem do silêncio
e que digam tudo o que estas minhas
palavras não sabem nomear.

Palavras para te acariciar
vagarosamente. Palavras para te amar
finalmente. Palavras altas como amor
ditas numa manhã de Setembro
quando estás ausente. 

Nelson Saúte (Moçambique)
lido por Eduardo Roseira

terça-feira, 21 de agosto de 2012

18-08-12 Poesia na Galeria

 Aurora Gaia
 Aurora Gaia
 Idiema
 Idiema
 Eduardo Roseira
 Eduardo Roseira
 Maria Augusta da Silva Neves
 Maria Augusta da Silva Neves
 João Pessanha
 João Pessanha
 Luís Pedro Viana
 Luís Pedro Viana
 Eduardo Leal
 Eduardo Leal
 Silvino Figueiredo
 Silvino Figueiredo
 Virgílio Liquito
Virgílio Liquito