quinta-feira, 3 de novembro de 2011

RENDO-ME A TI

RENDO-ME A TI

Porque arrasto e curvo e não me queixo?
A esta luz, a estas asas, enfim…
Se tanto homem me quer e os deixo;
És troar de canhão dentro de mim…

Se a tanto elogio, a tanto galanteio,
tanto chamar inglesa e bela já ouvi;
Ó deusa roliça e de farto seio…
Tu que nada chamas rendo-me a ti.

Sobes em febris desejos pelo meu corpo…
Que deixas prostrado em estado quase morto
este agora teu, meu pobre coração…

Ó luz do meu ego em que me aqueço,
satisfaz este pedido que eu te peço:
Rasga-me as carnes… Deixa-as estras no chão…

Fernanda Garcias
2011/10/ 08

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