quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

UM BAILE DE MÁSCARAS

UM BAILE DE MÁSCARAS


Num baile de máscaras,
dois corpos diferentes,
ao outro encontraram.
No Carnaval do ano,
eles foram e brincaram.
Olhares trocaram,
palavras disseram,
brincaram, pularam
e unidos dançaram.
Marchas, modinhas,
tango, bolero,
samba e pasodobles
com muito “salero”.
E num “sonho de valsa”,
“bombom” de amor,
começaram um sonho,
terminado em dor.


Enquanto foi doce
a valsa tocou.
Depois, travo amargo…
… a festa acabou!


Tiraram a máscara…


A valsa do amor,
tão doce e amarga,
noutro ritmo tocou.
Carnaval do ano,
também se finou.


Continuou a dança,
de dois corpos soltos,
na valsa da vida,
tão cheia de lida,
alegre ou sombria,
mas mantendo a esperança,
ingenuidade – criança,
na vida que afinal…
… é por vezes um “Baile de Máscaras”…


Ana Maria Roseira
in “Valsa da Vida”
Coletânea poética “Louvor à Vida e aos seus Prazeres” 2005

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