sexta-feira, 24 de agosto de 2012

ASAS


ASAS
 
Estende teus braços a mim aviador,
com teus olhos despe-me enquanto
no teu peito aninho sem clamor,
peito feito de poema, renda e canto.
 
Cola tua boca à minha… No epicentro
sela teus lábios meigos, lábios costurados;
A tua língua agulha enfia ao centro
e dá-me beijos longos e demorados…
 
Depois recosto o meu corpo disforme,
partilho contigo o gosto do acalento,
deixo-te vir nesse deleite enorme…
Desvairada voo…, nas asas do teu vento…
 
   Fernanda Garcias

 

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