quinta-feira, 27 de outubro de 2011

OUTONO; AVENIDA DA SERENIDADE!


OUTONO; AVENIDA DA SERENIDADE!

No prédio do tempo,
O ano tem um apartamento;
Um tê quatro
E nele o Outono um quarto,
Cuja janela dá para a Avenida da Serenidade
E nela vê folhas,
Feitas lágrimas, caindo no chão
Em melancólico e operático bailado
Com marcas do Verão passado!

O Outono,
À janela do seu quarto,
No apartamento do tempo,
Contempla a sua própria aguarela;
Crianças, jovens, e de meia-idade,
Passeiam, suavemente,
Na Avenida da Serenidade,
Até à chegada do Inverno
Que é quando o Outono recolhe sua aguarela
E fecha a janela,
Vendo,
Entre frestas das persianas,
O Inverno a varrer a Avenida da serenidade.

Quando possível, o Outono dá alegria à Avenida
Com um pouco de Verão, antes por si guardado,
Enquanto espera pela sua amiga Primavera!
Que lhe traga um ramo de rosas,
Para seu quarto ficar perfumado!

                          Silvino Figueiredo
         (figas de saint Pierre de lá-buraque)

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