sexta-feira, 29 de abril de 2011

DESGRAÇA

DESGRAÇA

Há poetas
que cantam o vazio da esperança;
sem leme na rota do seu navegar!

Há poetas
que dão voltas no mar
e às voltas que dentro de si têm,
mas sem portos onde aportar!

Desgraça,
desgraça ter-se nascido com tudo
e viver sentindo que não se tem nada!

Há poetas,
que em busca d’inspiração,
olham para as estrelas,
pensando que delas ela vem!

Outros não,
apenas olham para o chão
e vão-se queimando
nas estrelas que em si têm
e no fogo que deles vem!

Silvino Figueiredo
(o figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)

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