sexta-feira, 29 de julho de 2011

À PAZ


À PAZ

poderia escrever-te palavras de momento,
palavras, só palavras, nada mais.
mas não.
no meu sentir, entrego-te meu sentimento
orando, para na vida sermos todos iguais.

bela em ti mesmo como a primavera,
desejada ardentemente no sofrer,
és no espaço uma pomba singela,
num mastro, sinal de amor p’ra se ver.

voando ou acenando quero-te viva,
semente a crescer em todo o peito,
sem reis de ventos mas flores de brisa
com o perfume do amor perfeito.

Teresa Gonçalves
in “pleno verbo”

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