quarta-feira, 1 de junho de 2011

NA RUA


NA RUA

Ninguém por certo adivinha
como essa Desconhecida,
entre estes braços prendida,
jurava ser toda minha.

Minha sempre! – E em voz baixinha:
- “Tua ainda além da vida!...”
Hoje fita-me, esquecida
do grande amor que me tinha.

Juramos ser imortal
esse amor estranho e louco…
E o grande amor, afinal,

(Com que desprezo me lembro!)
foi morrendo pouco a pouco,
- como uma tarde em Setembro…

Manuel Laranjeira
lido por Leonor Reis

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