sábado, 25 de junho de 2011

PEREGRINOS


PEREGRINOS

Um Poeta não bajula,
Não se verga ou tergiversa,
Sempre contra a tirania,
Vaidades não turibula.
E, na sorte mais adversa,
Sonha sempre melhor dia...

A dar amor,
Que não mata a fome
- Mas conforta -
Um Poeta verdadeiro
Dá a metade da manta
Ao mendigo que tem frio...

São lágrimas de Poetas
Muitas das águas dum rio!
                   Manoel do Marco

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