quinta-feira, 16 de junho de 2011

LUGAR DO TORNE


LUGAR DO TORNE

Se dos meus olhos correu água da nascente
das mãos caiu a terra de semente
por isso nasceu um ranço de alecrim
na margem desse rio donde vim.

Escolhi o lugar de envelhecer
já que ninguém escolhe onde nasce
trouxe pão e queijo para a vontade de comer
e um intervalo de tempo para a pesca.

Que a intensa claridade refaz-se
todos os dias no cantinho da poesia
já não saio daqui desta morada
silencioso Torne onde acostei.

Fernando Morais
in Voltar a Gaia

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